Um blog de crônicas da Barelândia para o mundo!

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O recomeço do Terrorismo Midiático na Quarta de Cinzas

Durante o carnaval bem que a Rede Globo tentou colar nas reportagens que fez, algum sinal de hecatombe no qual o Brasil se encontra, de acordo com sua visão depois que perdeu as eleições para 53 milhões de brasileiros que ainda tem a porra do direito a voto.
De acordo com alguns dos seus colunistas, um bando de nordestinos ignorantes cabeças chatas dos infernos.
No carnaval, de norte a sul do Brasil, do Aiapoque ao Chui, passando pelas belas paisagens nordestinas, o que se viu foi o povo metendo o pé na jaca se divertindo no carnaval e gastando felicidade na sua festa mais popular.
Para um gringo que vem de fora e vê o que a grande imprensa diz e vai as ruas, vai achar que essa grande imprensa está falando de outro país.
E está.
A Rede Globo cria desgraça todo santo dia tentando transformar o Brasil no que ela deseja, um país ferrado que não dá certo por causa dos Malditos Petralhas e que só vai funcionar quando os maravilhosos doutores da elite paulistana tucana voltarem a por ordem nessa porra.
Vendo o índice da economia feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) um antro do neoliberalismos alinhado com a ideologia Rede Globo-PSDB, diga-se de passagem, em cinquenta anos de medição econômica realizada a cada janeiro, nunca o Brasil teve um salário minimo com um poder de compra tão alto e um índice de desemprego na taxa de 6,5%, taxa igual a do EUA e muito menor que a taxa da Espanha, França, Portugal e Inglaterra que estão acima dos dois dígitos. A da Espanha estava em 25%.
Portanto, o Brasil pobre coitado, da desgraça, da desonra, só existe nos jornalões da Rede Globo que reza que a gente se ferre para aprender a votar no candidato dela.
Chegou a Quarta de Cinzas tão esperada e o sangue vai correr solto pelas veias da televisão.
Pode reparar.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Quaresma e Carnaval, nada igual

Quem já passou por dezenas de carnaval começa a não ver diferença entre Carnaval e Quaresma.
Tem gente assim como eu que viveu como se a vida fosse um eterno Carnaval. Tinha até uma biba amiga minha que me chamava de Jet Carnaval (Abreviatura de Jorgete Carnaval), acho eu.
Ainda hoje, apesar de ranzinza e chato pacas, ainda passo parte da vida vendo a vida como um grande Carnaval desperdiçado. Não consigo deixar a minha Quaresma entrar e reinar plenamente.
Vivo fantasiado e fantasiando e esse é meu eterno Carnaval dentro da minha existência Quaresma.
Nada na vida é tão Carnaval e muito menos tão Quaresma assim.
Esse café com leite existencial, essa mornice toda, pode até parecer ganho, mas é só sequela do tempo.
Viver com intensidade fenomenal, exageradamente, apaixonadamente, beber no gargalo, fumar até a baga, chupar até o caroço, isso tudo ainda me parece a melhor forma de passar a vida.
E olha que eu já bati pesado nessa porra e já enterrei uns e outros.
Mas a Quaresma da minha vida chegou e somente por poucos dias da minha existência nem tão medíocre assim, ela vira Carnaval.
“A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer”, diz o poeta neoconcreto Arnaldo Antunes.
Seja feliz com o seu nariz.
Então é isso!
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Quando o Pau de Cana sai de Pau de Selfie

Raimundinho saiu afim de aprontar no carnaval. Ouviu falar de uma "Banda do Pau de Selfie" e como tinha comprando um, achou que seria legal ir se enxerir por lá.
Suspendeu seu remédio para pressão alta, tomou um Engov e se dirigiu ao Bar do Waldemar disposto a forrar o estômago e beber todas e mais umas dez.
Pediu um pacú assado e uma Brahma.
Depois duas, depois, três e assim foi.
Lá pelas tantas da tarde, já meio pau meio cacete, rumou para a tal de banda, armado do seu Pau de Selfie em uma mão e uma garrafa de run Montilla na outra.
Quem via a cena de fora tinha a convicção que aquilo ia dar merda.
Na chegada já foi encoxando e sendo encoxado pela multidão encachaçada.
Toda mulher que grudava nele, ele empinava o Pau de Selfie e mandava ver na fotinha com uma mão e com a outra atracava a polpa da bunda da bêbada desavisada.
Estava em uma alegria só, se achando.
E haja beber Montilla com Coca-Cola.
A última fotinha que ele lembra de ter tirado foi com uma gata alta de voz grossa.
Ele só lembra que quando foi pegar na polpa da bunda da gata com a mão boba, sentiu a cabeça de um croquete escondido por trás da calcinha.
Como no carnaval tudo é alegria, dá-lhe WathsApp.
Quando acordou no outro dia, estava fantasiado de ondekeutô, uma entidade xamanica que baixa em bebuns no carnaval.
Por não saber onde estava e nem como foi parar naquele quarto de motel barato, pensou em ligar para um amigo que o tirasse daquela situação bizarra, quando percebeu que estava sem celular, sem Pau de Selfie e sem carteira.
Desceu até a recepção do hotel e viu que estava na Joaquim Nabuco, no centro da Barelândia. Se dirigiu ao recepcionista e explicou a situação. Lavou uns 200 pratos e conseguiu uma grana para o busão.
A cada sacolejo da porra do ônibus velho nas ruas esburacadas era um “uuiii” que ele dava.
Ficou pensando que nada tinha saído como ele planejava e talvez fosse passar a Quaresma inteira sem poder sentar direito.
E as fotos no WathsApp?
Ainda tinha essa, parente!
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Jorge Laborda é um cara metido a designer, escritor e a ser humano.

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