Um blog de crônicas da Barelândia para o mundo!

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A elegância discreta da barezinha model

Acordei de uma noite feliz em que tomei todas as brejas com meu amorzinho e uma amiga na tranquilidade do lar ouvindo as canções que curto sem ser importunado por bêbados felizes.
Bêbado feliz só eu nessa porra.
Sai para ir no mercadinho do Japonês ladrão comprar umas coisinhas aproveitando a manhã azul da Barelândia que as vezes é blues.
Pus meu óculos escuro “Tou nem ai” e meu headphone JBL de altíssima qualidade sonora e rodei no celular Fox Lady do Jimi Hendrix gravado ao vivo no estúdio da BBC de Londres nos idos de 1969. Eu tinha 8 anos à época, mas hoje entendo tudinho.
Pelas ruas os carros passavam por mim reluzentes com seus vidros fechados e escuros e seu ar-condicionado ligado, e eu cantando Fox Lady aos berros enquanto caminhava pelas calçadas esburacadas dessa Barelândia sem calçadas.
Com esse espirito meio que roqueinrol comecei a catar nas prateleiras do Japonês ladrão as mercadorias do cotidiano. Quando estava me dirigindo ao caixa senti uma fisgada no pé da barriga sinalizando que tinha charuto pendurado na beira do beiço. Lembrei que na pressa feliz tomei uma xícara de café com leite e esqueci de arriar o barro. Toda vez que bebo leite tenho que estar a dois metros de algum vaso sanitário.
Entrei na fila do caixa com esse espirito de porco querendo desovar.
Fiquei pensando amenidades tipo olhando para o céu azul e perguntando “Será que vai chover?” na inútil tentativa de enganar minhas tripas.
A fila andou e cheguei ao caixa e nessa hora, sem aviso algum e sem controle, soltei um peido sem querer. Daqueles melados carregados de dióxido de cachaça misturada com tira-gostos deliciosos das noites cheias de brejas.
O óculos escuro ajuda a segurar a cara dura e assim o fiz. Mantive a fleuma, a elegância, a fineza, a delicadeza e agradeci a moça do caixa. Ela retribuiu com um sorriso amarelo no rosto meio envergonhado sem saber de onde vinha aquele cheiro fétido.
Olhei para a pessoa que estava atrás de mim na fila com uma certa piedade no coração, mas com cara de "Foi você?".
Não podia dar bandeira. Jamais!
Uma moça também de óculos escuro, elegante, fina, delicada, com cara de moradora dos condomínios caros do entorno do mercadinho do Japonês ladrão.
Não notei no rosto dela qualquer sintoma de ter cheirado um peido horroroso de pudim de cachaça.
Quanta elegância, meu deusio!
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ninguém chora pela Vaca Derramada

Todo mundo chora pelo leite derramado, mas não tem um filha da puta que chore por uma Vaca Derramada.
A Vaca Derramada é aquela vaca desconsolada que chora por rôla como quem passasse a vida passando fome.
A famosa roleira.
De acordo com a minha amiguinha Apertadinha do Facebook, tem mulher que dá o cu três vezes e já pensa que é fresco.
Pode reparar.
A Vaca Derramada se apaixona logo que passa a cabecinha e acha que essa paixão vai ser a última e a maior de todas.
A Vaca Derramada é uma romântica próxima a trouxa, mas que também tem uma alma de “lavou tá novo” dentro dela.
A Vaca Derramada posta selfie no Facebook logo que pega um trouxa e mostra para as amigas se achando.
Quando o cara come e sai à francesa de manhã e ainda por cima escreve no espelho com batom “Tchau, trouxa, foi bom!”, a Vaca Derramada entra em depressão.
Ninguém chora pela Vaca Derramada, mas todo mundo chora pelo leite derramado.
Pode reparar!
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Novembro de pobre é marromeno azul

Exame de próstata ainda é um tabu entre o rego dos espadas para chuchu.
O cara pode até bancar o moderninho e dizer piadas na roda de cachaça que a proctologista dele se chama Felicidade e coisa e tals, mas, sem sacanagem, em proctologista só vai rindo quem senta em quibe gargalhando.
Não tem bom.
Novembro Azul está para o toba dos machos assim como o Outubro Rosa está para os peitos das fêmeas.
Todo homem que prefere o incomodo de uma dedada na tablet à dor de um câncer, faz exame de próstata antes dos cinquenta para ver como se encontra a perseguida.
Meu amorzinho viu na televisão que o governo estava em campanha e pôs laboratórios clínicos em carretas e carretas no centro antigo para atender os pobres de graça.
De graça até injeção na próstata, diz o caboco.
Me taquei para o centro sem tomar café da manhã porque o exame assim pede.
Chegando lá tinha uma enorme fila de machos de meia idade para cima e todos com cara de suspeitos, uns olhando para o outros desconfiados.
Claro que no meio tinha os animadões dando conselhos dizendo que é uma delícia e coisa e tals.
Reparei também que o único que tinha ido com a patroa era eu.
Fui me esgueirando no meio da multidão até chegar a moça que atende a bagaça e perguntei como era o lance. Fui informado que precisa ter encaminhamento ou pedido de exame dado por algum médico do SUS.
Eu não tinha.
Peguei a mão do meu amorzinho e sai todo contente abanando o rabo pelas ruas do centro antigo da Barelândia em um belo dia de sol.
Fui até a zona de lojas de instrumentos musicais perto do Garajão consertar um headphone JBL que adoro e notei que ali bem que poderia ser a nossa Theodoro Sampaio, rua de Sampa que abriga lojas de instrumentos e por isso tem bares, restaurantes e feiras todas cheias de músicos tocando e alegrando a cidade.
O centro antigo da Barelândia tem jeito, bastaria ter um Caldeira na região das lojas de instrumentos.
Né não?
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O garanhão da drogaria

Comprar preservativo em farmácias e drogarias já deveria ter sido inserido no cotidiano do mundo atual e não deveria mais causar estranheza, espanto ou muito menos constrangimento a ninguém.
Nem para homens nem para mulheres.
Mas não é que acontece no dia a dia de algumas balconistas de drogaria.
Sempre chega um cabra metido a macho e garanhão de drogaria tirando onda com a balconista.
Pode reparar.
Outro dia uma amiga disse que flagrou um cara em uma drogaria constrangendo a balconista pedindo preservativo que atendesse a demanda do tamanho do bingulim dele.
Disse que o dele era porrudo e que não era qualquer saquinho de dindin que aguentava a pemba sem tirar de dentro não sei o que não sei o que lá.
A balconista criada na Boca do Lago do Arapapá que já está mais do que acostumado com caboco pavulo e enxerido, disse calmante para o pomba de aço:
“Senhor, o tamanho do preservativo está escrito na embalagem, se o senhor souber ler, leia o senhor mesmo. Só tem o seguinte, amanhã é bom o senhor levar um pouco dessa cola genital aqui porque pelo barulho que o senhor está fazendo dessa porruda, amanhã o senhor não vai poder nem sentar”.
Quem fala o que quer ouve o que não quer.
Né não?
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Jorge Laborda é um cara metido a designer, escritor e a ser humano.

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