Um blog de crônicas da Barelândia para o mundo!

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Deprê é péssimo de supermercado


Fui ao mercadinho do Japonês perto de casa às sete da manhã, horário que normalmente estou no melhor do sono. Acho que ando estranho, com insônia, e também acho que ando bebendo demais. Fui comprar pão, leite e água sanitária pra limpar o cocô que o Deprê faz aos quilos. Quando pedi o pão do moço da padaria senti a primeira fisgada na barriga. Senti que não estava bem, que aquelas pontadas significavam que o charuto estava no beiço. Mesmo assim mantive a dignidade e a classe, me dirigindo a prateleira de material de higiene, quando veio à segunda fisgada forte anunciando que se eu não acelerasse, o charuto cairia do beiço. Senti que ia sujar. Perguntei pro cara que arruma prateleiras se tinha banheiro, ele falou pra pegar a chave com a caixa que o banheiro ficava lá fora. A porra do banheiro era longe paca, mas ao menos tinha banheiro, então relaxei. Foi meu erro. Na terceira fisgada eu já sabia que o charuto era pasta, e estava realmente no beiço. Quando vi a porta do banheiro com dois cadeados parecendo porta de cadeia, entrei em pânico. Quando abri o segundo cadeado, a pasta estava escorrendo nas minhas pernas, eu tentando empurrar a porra do Deprê pra dentro do banheiro pra ver se salvava algo. Deu não. A solução foi tirar a bermuda e lavar na pia, nem papel aquele cocho chamado de banheiro tinha. Uma sensação de desespero se abateu quando pensei “como vou sair daqui e andar até em casa?”. Fodeu! Fiz o que pude. Saio arrastando o Deprê até o caixa, devolvi a chave e fui pra casa com toda a dignidade pelas ruas de dentro. E o veadinho puto porque o passeio dele foi interrompido. Não levo mais o Deprê em supermercado.
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Depois do Alemão, vem ai o Tropa de Elite 3


O José Padilha é um daqueles cineastas vampirinhos, que fazem filmes em cima de desgraças sociais achando que são diferentes dos políticos que lucram com a miséria alheia e se acham gênios, mesmo sendo o supra- sumo do obvio. Depois da tomada do Complexo do Alemão pelas forças do Estado, ele vai ter que se virar melhor que o habitual para fazer algo com a nova realidade. Vai ser difícil a alguém acostumado com arroz e feijão e em realidades simplórias arrumar roteiro pra fazer o Tropa de Elite 3, agora que a policia virou herói no Rio. O José Padilha é o novo “intelectual do contra” do PIG, por falta de coisa melhor.
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A moda do desenho no Facebook começou com a Xuxa


Depois da pulseira do sexo uma nova moda está virando febre. Personagens de desenhos infantis estão ocupando o lugar das fotos no perfil das pessoas que usam o Facebook. Dizem quem começou foi a Xuxa e a Sasha, dois personagens infantis da televisão brasileira. A moda pegou e virou febre. Marmanjos estão virando Bambam, Pedrita, Mickey, Pateta. As pessoas usam sem nem saber porque, assim como usavam a pulseira do sexo, que cada cor indicava o tipo de pegada sexual, tinha gente que usava a pulseira preta e não entendia que sinalizava levar dedada no tôba, e ainda ficava bravo quando levava. Essas modas é que nem fumar maconha. Muitas vezes nêgo fuma porque alguém fuma. O efeito manada é de contagio rápido, e as pessoas se contagiam facilmente. Essa moda do desenho na verdade é uma campanha contra a pedofilia, que pede que as pessoas usem personagens de desenho da sua preferência no lugar da foto do perfil do Facebook. Só não vale o Batman, dizem que ele pegava o Robin desde criancinha.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Deprê andou cheirando baygon


O Deprê é o meu beagle safado. Como ele chegou em casa já adulto, trazido por almas boas que o encontraram perambulando pelas ruas do Conjunto Tiradentes, eu não sabia quase nada dele. Inclusive o nome Deprê é porque ele chegou muito deprimido pelo tempo de abandono nas ruas. Acho que foi um cão muito amado e por algum motivo ele foi parar nas ruas. O fato é que de uns dias pra cá ele estava tendo crises de convulsão, parecendo epilepsia ou envenenamento. Achei que era porque lavei a casa com água sanitária demais. Até que percebi, depois do terceiro ataque convulsivo, que só acontecia no corredor que dá acesso aos quartos. A porra do maluco que mora na minha casa, um Zé Sem Noção, estava sapecando baygon no quarto dele pra matar baratinhas e mosquinhas amazônicas, já que ele veio de Campinas e disseram que aqui os insetos matam mais que peixeira de baiano. O mala estava matando meu cachorro também. Muito cuidado, pessoas matam cães todos os dias sem querer. Outra, nunca more com gente sem noção, um dia quem pode perder a noção é você.
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Sonhei com o Caminho de Santiago a la barezinho


Vou em junho do ano que vem fazer o Caminho de Santiago de Compostella pela rota do Porto, Portugal, aproveitando que um grande amigo está fazendo doutorado lá. Estou tentando juntar grana pra fazer isso. Meu plano é levar meu amorzinho, meu tarôt e meu laptop pra ir fazendo mapa astral pela rota, parando nos vilarejos e enchendo a cara de vinho do Porto que lá é mais barato que cerveja aqui. Isso virou idéia fixa que até tive um sonho com isso. Um sonho absurdo. Me vi no caminho de Santiago vestido de xamã indígena pirata, com um cocar de índio fake do boi-bumbá, jogando tarôt sendo auxiliado por uma cabona (ajudante de pai de santo) russa vestida de cunha poranga dançando e pegando a grana dos gringos. E eu jogando tarôt e batendo tambor pra russa dançar. Nem sei se isso é sonho ou pesadelo, mas que deu idéia, deu.
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E o natal emo chegou


O natal roxo, lilás, prata e tons de rosa é a tendência desse ano. É o natal emo. As guirlandas roxas conseguiram ser mais feias do que as guirlandas vermelhas. Oh coisa feia e cafona é guirlanda, me lembra enterro e agora roxo, lembra mais ainda. O papai Noel roxo está mais legal. O Vermelhinho cansou. A árvore lilás e rosa ficou melhor que o clássico vermelho. As luzes são a melhor coisa do natal. Aliás tudo que é cafona passa despercebido no natal. No natal pode tudo. Até abraçar inimigo e vomitar no peru dele. As musiquinhas de natal ainda não ouvi, essas são a parte mais podre do natal ohhhh coisa chata é musiquinha de natal, principalmente com a Xuxa cantando. Natal é bom com samba, amigos e gente bêbada falando bobagem romântica. Ainda tem um mês de chantagem comercial pela TV, outdoor e etc. Coitados dos pais de muitos filhos e lisos.
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sábado, 20 de novembro de 2010

Carta as viúvas desconsoladas


O fato de ter perdido um ente querido ou uma eleição não é justificativa para essa disseminação de preconceitos, injurias e difamação que anda ocorrendo pelo Brasil. O preconceito de classe ou contra o pobre, contra o nordestino, contra negros e homossexuais virou um fenômeno de grandes proporções em vários níveis da sociedade. O preconceito que alguns têm do Lula foram transferidos para a Dilma em dobro. O Lula era cachaceiro, nordestino ignorante, analfabeto funcional, mesmo não sabendo que diabos é isso, não sabia falar inglês e muito menos português e o escambau. A Dilma não bebe, não fuma, vem da classe média alta e tem alto grau de escolaridade, alem de não ser nordestina, isso obriga aos canalhas preconceituosos de plantão e viúvas do FHC e agora do Serra, a reinventarem a lista de baixarias e preconceitos. A Dilma é agora terrorista, lésbica, mandona, rica metida à socialista e outras milongas mais. As demonstrações de intolerância está se espalhando pelo país, inclusive na imprensa. Um apresentador da repetidora da Rede Globo, na moderna Florianópolis acusou o governo “espúrio” do Lula de ser culpado pelos acidentes nas estradas de Santa Catarina por ter diminuído os impostos dos carros e permitido aos pobres, a ralé, ter acesso a veículos, jogando nas estradas um bando de miseráveis que não deveriam ter acesso a nada. Isso talvez explique porque o DEM se mudou pra esse estado. Isso é uma amostra do sul maravilha. Conheço viuvas mais dignas, que se consolam até com consolos, mas não ficam berrando baixarias pela imprensa ou pelo facebook. Por essas e por outras razões, viva o povo nordestino! E viva o Brasil!
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Homofobia em Sampa vira fonte de energia


Esses paulistas são tão criativos que o resto do Brasil todo copia. Principalmente quando é amazonense cabeção. A nova é usar as surras que as bibas levam todo dia na Paulista como fonte de energia, já que a policia tucana solta os playboys riquinhos que batem nelas porque em Sampa só pobre vai preso. Vão ligar pinos ligados a baterias remotas, espalhados pelo corpo das bichinhas que andam pela região do MASP, Trianon até a Augusta. Elas seriam uma espécie de poraquê, de peixe elétrico. Assim quando elas levarem uma tundra vão gerar energia para as baterias remotas que servirá para iluminar a avenida, economizando para as termoelétricas privatizadas do Serra. E esses pobres nordestinos cabeças chatas não votaram nele. Que injustiça!
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O PIG perdeu a quilha e ataca de sociólogo francês


A Rede Globo dos Marinhos, a Folha de São Paulo dos Frias, a gosmenta revistinha Veja e mais algumas famílias formam uma quadrilha que controlam a grande imprensa brasileira chamada honrosamente de PIG (Partido da Imprensa Golpista) que odeia pobre e tem preferência por políticas que privilegiem as elites que eles representam. Por isso tem ódio de presidente de origem trabalhista e nas camadas mais pobres. Seu sonho de consumo é ter presidente saído da elite paulista e que tenha ideologia privatizadora aberta ao grande capital internacional, pra poder ganhar algum jabá em cima, tipo tucanos de Higienopolis. Esse povo do PIG perdeu as eleições apesar de jogar muito sujo durante a campanha, difamando a Dilma de manhã, de tarde e de noite.
A nova deles é trazer ao Brasil a velhinha da Praça é Nossa travestido de sociólogo francês, com nome de Alain Touraine, 85, doutor honoris causa por 15 universidades, velho amigo do Zé Baixaria vulgo José Serra que, de acordo com ele, perdeu a disputa não por erros seus ou de seu partido, mas por causa do "maremoto" da popularidade de Lula, capaz de eleger a "desconhecida" ou “poste” Dilma Rousseff (PT). Esse povo não quer entender que democracia se faz nas urnas e que a grande mídia brasileira perdeu, a elite perdeu e o povo ganhou. A escolha foi pela continuidade de um governo que está trazendo reformas e melhorias ao Brasil, apesar de muita coisa a fazer, embora esse governo não tenha pé no universo de doutores que a época do FHC afundaram o pais por três vezes.
Trazer sociólogo francês amigo dos tucanos pra falar que a Dilma é um retrocesso, diretamente da terra do Sarkozy, o ultra direitista, é querer por no Sarkozy dos outros. Aliás, pimenta no Sarkozy dos outros é refresco mano.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A Virada Cultural e o desfile das ex minorias


Quem diz que gay é minoria é porque não sabe contar ou é dislexo. Na Virada Cultural no Eldorado estava bombando de mulheres lésbicas de mãos dadas assumindo sua sexualidade. Parecia metrô de São Paulo lotado de emos se beijando nas escadas. O problema é como lidar com assédio de sapa pra cima da tua namorada. As lésbicas não têm mais o estereotipo mulher macho, feias e mal vestidas. A maioria são gatas, femininas que você apresentaria pra sua mãe como namorada na boa e isso deixa os homens perplexos, quando notam que a garota está olhando é pra mulher dele, e não pra ele. Essa nova realidade ainda precisa ser digerida pela macharada.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O que querem as mulheres?


Novos estudos revelam um abismo entre o que as mulheres sentem e o que dizem sentir. Ida Bauer aparece nos textos de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, sob o nome fictício de Dora. É uma moça bonita, de 15 anos, perturbada por tosses nervosas e incapacidade ocasional de falar. Chegou ao divã do médico vienense queixando-se de duas coisas: assédio sexual de um amigo da família e indisposição do pai em protegê-la. Freud aceitou os fatos, mas desenvolveu uma interpretação própria sobre eles. O nervosismo e as doenças se explicavam porque a moça se sentia sexualmente atraída pelo molestador, mas reprimia a sensação prazerosa e a transformava, histericamente, em incômodo físico. Como Ida se recusou a aceitar essa versão sobre seus sentimentos, largou o tratamento. Peter Kramer, biógrafo de Freud, diz que os sintomas só diminuíram quando ela enfrentou o pai e o molestador, tempos depois. Freud estava errado; ela, certa. Anos mais tarde, refletindo sobre a experiência, Freud escreveu uma passagem famosa: “A grande questão que nunca foi respondida, e que eu ainda não fui capaz de responder, apesar de 30 anos de pesquisa sobre a alma feminina, é: o que querem as mulheres?”.
A Dilma quer ser presidente, Hilary Clinton vive pedindo sanções contra o Irã sem avisar a Dalila, a Dalila só quer destruir o Sansão, a minha amiga só que pegar a colega de trabalho dela e a minha mulher só quer mandar em mim.
Esse tal de Freud é leso.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Tiririca passou no ENEM


O presidente do TRE-SP, Walter de Almeida Guilherme, afirmou nesta quinta-feira, 11, que o deputado federal eleito, Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR) – o mais votado por São Paulo, com um total de 1,353 milhão de votos -, será diplomado independente da decisão do processo para comprovar se ele é ou não é alfabetizado. Guilherme afirmou ainda que o palhaço conseguiu ler e escrever o que foi pedido no teste. Indagado se o deputado sabe realmente ler e escrever, o desembargador disse que seria leviano de sua parte se antecipar sobre o assunto. “É o juiz quem vai responder sobre isso.”
O Tiririca disse antes que topava fazer uma prova, desde que fosse corrigida pelo Lula. Ele a essa altura deve estar morrendo de rir junto aos humoristas Shaolin e Tom Cavalcante.
Mais uma vez o preconceito de uma sociedade contra pobre e nordestino foi derrotada no estado em que José Serra ganhou apertado a eleição pra governador e Geraldo Alckmin se elegeu no primeiro turno.
Ai me aparece um procurador laranja pau mandado que resolveu questionar a legitimidade da eleição do Tiririca enquanto ele próprio, o procurador, é suspeito de plagiar um trabalho acadêmico.
O preconceito contra o ENEM e contra o Tiririca é preconceito contra pobre, típico da elite branca paulista que se acha. Foda é ver amazonense repetindo essas idiotices.
Se analfabeto pode votar também pode ser votado. O Tiririca provou que não é analfabeto. E viva o Brasil!!
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

São Jorge da Capadócia e a cidade do câncer


A Capadócia fica numa região no centro da Turquia, é tida como uma verdadeira maravilha geológica, conhecida por suas paisagens fantásticas, com rochas porosas talhadas pelo tempo e ruínas históricas que atraem dois milhões de turistas por ano. A Capadócia é a terra natal do Glorioso São Jorge, santo de devoção dos filhos de Ogum ou das pessoas que tem juízo. As pessoas da região apresentam um índice elevado de um tipo raro de câncer chamado de mesotelioma, uma forma violenta de câncer causada por exposição a amianto, também conhecido como asbesto, uma fibra natural que pertence ao grupo dos silicatos cristalinos hidratados. Porem, pesquisas demonstraram que a causa era um mineral raro, chamado erionita, que tem propriedades similares a do amianto e é muito presente nas rochas nos arredores de Tuzkoy que foram depositadas por vulcões a milhares de anos atrás. Cinqüenta por cento da população tem câncer e eles não querem sair de lá, alegando que é mentira dos pesquisadores. É uma região mulçumana e eles não conhecem o Glorioso São Jorge da Capadócia, nenhum morador local sabe da existência dele. Coitados, sem médicos e sem São Jorge, fodeu...
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Facebook e a Teoria do Parêntese de Gutemberg


Thomas Pettitt tem provocado polemicas no meio acadêmico afirmando que a humanidade está voltando à cultura de transmissão oral da informação e do conhecimento, tornando a época da imprensa escrita de Gutemberg apenas um parêntese na história. Ele construiu a Teoria do Parêntese de Gutemberg para analisar uma época entre a invenção de imprensa por Gutemberg até os dias atuais com a invenção das mídias eletrônicas e das redes sociais. Segundo ele a era digital derruba as barreiras entre imprensa tradicional e novas mídias. A sobrevivência dos meios de comunicação tradicionais vai depender única e exclusivamente da sua credibilidade. Se essa teoria estiver correta, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) formado pela Rede Globo dos Marinhos, pela Folha de São Paulo dos Frias, a desprezível revistinha Veja dos Civitas, todos estão com os dias contados, pois há muito tempo essas empresas venderam suas penas para o capital internacional privatizador que tem seus representantes no tucanato paulista. Tanto que em época de eleições eles criam uma cultura de escândalos para influenciar o eleitor na hora do voto. Tomara que o doutor Thomas Pettitt esteja certo e renasça uma nova imprensa baseada na credibilidade e na verdade dos fatos. Enquanto isso não ocorre, melhor criar uma lei de imprensa que dê direito de defesa aos cidadãos contra os abutres do PIG.
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O PiG e o Serra odeiam o ENEM por causa dos pobres


Uma desmoralização arrasadora. Assim é a manchete do Estadão
É porque 0,04% dos alunos VOLUNTARIAMENTE inscritos na prova talvez venham a refazê-la, por causa de uma troca do cabeçalho de alguns cartões de resposta.
0,04% !
Que horror!
Foram 4,6 milhões estudantes inscritos e talvez 2 mil tenham a possibilidade de refazer a prova.
Ontem, o UOL e a Folhaonline bradaram o dia inteiro contra a “inépcia” do ENEM.
A Folha (**), se entende.
Ano passado, as provas vazaram da gráfica da Folha, que foi devidamente afastada da concorrência deste ano.
O Estadão se acha na obrigação, todo ano, de desmoralizar o ENEM.
Como fez no ano passado, com a divulgação do vazamento.
Por que o Estadão, a Folha (**) e o Serra são contra o ENEM ?
Ano passado, com o vazamento na gráfica da Folha, o Serra, célere, tirou as universidades de São Paulo do ENEM – para acentuar o “fracasso” do Governo Lula.
Qual é o problema deles com o ENEM ?
O Governo Fernando Henrique instituiu o ENEM para copiar o SAT americano: o vestibular único em todo o país, para facilitar o acesso às universidades federais e o deslocamento de estudantes pelo país afora.
O que tem a vantagem de baratear dramaticamente o sistema.
Antes – como em São Paulo, hoje – cada “coronel” faz o seu vestibular e estimula a iniciativa privada – com os serviços do vestibular e os cursinhos o Di Gênio.
De Fernando Henrique para cá, o ENEM cresceu 30 vezes !
30 vezes, amigo navegante.
Saiu de 157 mil inscritos em 98 para 4,6 milhões de hoje.
É sempre assim.
O Bolsa Família da D. Ruth atendia quatro famílias.
O do Lula, que virou “Bolsa Esmola”, segundo Mônica Serra, a grande estadista chileno-paulista, atende 40 milhões.
O que é o ENEM ?
É o passaporte do pobre à universidade pública.
É por isso que a Folha, o Estado e o Serra odeiam o ENNEM.
Porque esse negócio de pobre estudar é um problema.
Fica com mania de grandeza, de autonomia.
Pensa que pode mandar no seu destino.
E não acredita mais na fita adesiva do “perito” Molina.
Isso é um perigo.
Pobre é para ficar na senzala.
50 universidades públicas federais aderiram ao ENEM.
Isso significa que 47 mil vagas em universidades federais dependem do resultado do ENEM.
Em 2004, um milhão de estudantes se inscreveu no ENEM.
Aí, o Lula e o Ministro Haddad resolveram estabelecer o ENEM como critério para entrar no ProUni (para a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – não dizer que o ProUni é a “faculdade de pobre burro”).
Sabe o que aconteceu, amigo navegante ?
O ENEM passou de um ano para o outro de um milhão para 2,9 milhões de inscritos.
Quanto pobre !
Para o ano que vem, o ministro Haddad estabeleceu que o ENEM também será critério para receber financiamento do FIES.
Vai ser outro horror !
Mais pobre inscrito no ENEM para pagar a faculdade com financiamento público.
Um horror !
Tudo público.
ENEM, faculdade, financiamento …
“Público” quer dizer “de todos”.
Amigo navegante, sabe qual foi o contingente nacional que mais cresceu entre os inscritos no ENEM ?
Agora é que a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – vai se estrebuchar.
Foi o Nordeste !
Que horror !
Já imaginou, amigo navegante ?
Nordestino pobre com diploma de engenheiro ?
Nordestina pobre com diploma de médica ?
Vai faltar pedreiro.
Empregada doméstica.
Aí é que a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – vai se estrebuchar mesmo.

De Paulo Henrique Amorim
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O papa não viu as bibas beijando


As bibas espanholas fizeram um “beijaço” durante a passagem do papa Bento XVI por Barcelona, cidade que é rota obrigatória das bibas internacionais. Com essa mania conservadora de querer casar depois do casamento ter sido abolido pela sociedade moderna, as bibas andam fazendo manifestações cada vez mais esquisitas. O papa é um babaca ultraconservador que até nazista foi na adolescência, um cara que tentou interferir na eleição brasileira pedindo aos bispos que condenassem candidatos que discutissem a descriminalização do aborto. As bibas não se tocaram que o papa além de ser retrogrado ele está quase cego. Ele jamais veria um “beijaço”, mesmo porque se visse ele teria sericutico.
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domingo, 7 de novembro de 2010

Os paulistas do bem e a onda de racismo


Tenho muitos amigos paulistas do bem que votaram no Serra que é do mal, na Marina ou na Dilma. Depois das eleições em que a Dilma foi eleita, cresceu uma onda de racismo e preconceito contra os estados do nordeste e do norte, causado pela campanha de ultra direita que o Zé Baixaria vulgo Jose Serra, dentro do seu estilo de fazer política, que reacendeu discurso reacionário e ultrapassado, despertando ódios religiosos, étnicos e regionais em um país que é marcado pela multiplicidade étnica. Na internet é comum ver comentários de criaturas ignorantes e boçais acusando nordestinos pela derrota do Serra, chamando-os de ignorantes, famintos e raça inferior, num estilo nazi fascista, covardemente se aproveitando do anonimato da internet. Meus grandes amigos paulistas deveriam se manifestar, pois está havendo uma reação a isso, espalhando a convicção que paulista é tudo babaca preconceituoso, que se acha superior ao resto do Brasil. Quem conhece São Paulo sabe que é um estado plural, que tem gente de todo canto. Sampa é uma salada étnica e foi construída por mãos nordestinas. Quem usa desse discurso covarde e ignorante é uma minoria que deve ser duramente contida pelos próprios paulistas para que não estraguem a reputação dos brous de Sampa. Foda é ver amazonense repetindo essas afirmações cretinas e criminosas sem saber que isso dá cadeia, isso é considerado um dos piores crimes. Se uma criatura dessas cai numa prisão, vai ser enrabado pelos nordestinos que estão presos até o tôba fazer bico. Por isso, cuidado você que se acha impune na sua covardia, pense antes de repetir frases que você sequer entende o conteúdo filha da puta por trás delas.
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sábado, 6 de novembro de 2010

Os cães ainda ladram (sem querer sacanear os cães)


Sei que nem todo eleitor do Serra é cidadão de segunda categoria, que tem gente honrada que votou no Serra, ou por gostar da filosofia neoliberal dos tucanos ou por acreditar no trololó dele, mas a onda de baixo nível que invade a internet com eleitores ressentidos pela eleição da Dilma faz jus a campanha baixa, caluniosa e difamatória feita pelo Zé Baixaria vulgo Jose Serra em todo o processo eleitoral. Os cães descontentes liderados por gente de quinta criam agora um discurso de apartheid no Brasil, mentido descaradamente dizendo que quem votou na Dilma foram pessoas pobres de baixa informação. A Dilma só perdeu em São Paulo e Santa Catarina e por pouco. Ela ganhou em todos os extratos sociais. Entre as mulheres, entre a classe média e até nas classes mais altas. Do Rio Grande do Sul ao Amazonas. Acusar a classe trabalhadora e mais pobre de gentinha sem informação que vira massa de manobra é discurso de preconceituoso sem escrúpulos que acredita que o voto dele é melhor do que o de outro cidadão. Isso é típico da classe media paulista que só olha pra si. Foda é ver amazonense otário repetindo esses lamentos de perdedores ressentidos . Essa cambada tem que perceber que o Brasil rejeitou a volta do atraso dos tucanos paulistas por duas vezes e enquanto eles não descobrirem o Brasil, vão levar pau de novo e de novo. Viva o Brasil!
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Deprê é o Chinelo


O Deprê é um beagle que foi trazido por amigas que o encontraram vagando pelas ruas feito cão sem dono. Ele chegou cheio de problemas de saúde. Malassezia, sarna, carrapato, vermes e muito deprimido pelo abandono. A impressão que dava era que ele foi muito bem criado e amado e de repente foi abandonado ou arrancado do convívio dos donos de alguma maneira. O fato é que eu sou bom com bichos e o ajudei a se recuperar. Hoje ele é um cão saudável, confiante, confiado, marrento, late pra quem passa na rua e ele não curte e quer pegar todas as minas que vem aqui em casa, inclusive a minha. Ele acha que é o macho alfa. Vou ter que arrumar uma cadelinha pra ele, nem que seja uma vira latinha mesmo. Foda que de tanto que escrevo sobre ele, um amigo leu uma crônica minha em que falei do Deprê e reconheceu o cão roubado do seu filho e que se chama Chinelo. Ele vem domingo fazer o reconhecimento ao vivo, para constatar se é o mesmo cão. Se for eu devolvo e vou ficar arrasado. O mais foda é que quando chamo de Chinelo ele roda, roda e corre, como se reconhecendo finalmente. Deprê é um nome muito estranho realmente, porem ele era realmente depressivo quando chegou. Tomara que o Deprê não seja o Chinelo.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Os perigos da soberba


Por Mauro Santayana

Se o homem é a sua circunstância, a circunstância de José Serra é São Paulo. É conhecido o orgulho do grande estado, com desenvolvimento econômico que supera o de numerosos países europeus, sua cultura cosmopolita, e a oportunidade de realização pessoal de muitos dos que procuram ali a sua sorte. Todas essas qualidades do povo de São Paulo distanciam o estado do resto do país. Talvez por isso mesmo, as suas elites, ressalvadas as exceções, não saibam exatamente o que é o Brasil. Para isso, teriam que aceitá-lo. Da Avenida Paulista se vê melhor a City e a Place de la Bourse; seus telefones chamam mais Hong Kong e Shangai do que Aracaju e São Gabriel da Cachoeira. É provável que não seja exatamente assim, mas muitos paulistas dão ao resto do Brasil a impressão de que se sentem incomodados com a companhia dos demais estados.
Ainda agora estamos assistindo a uma dolorosa e inusitada campanha racista na internet, a partir de São Paulo, contra os nordestinos, a propósito da grande vitória de Dilma na região, embora os resultados eleitorais demonstrem que ela teria sido vitoriosa, mesmo que as eleições só ocorressem fora do Nordeste. A campanha ressuscita os fantasmas de 32, ao pregar, criminosamente, o separatismo. Esqueçamos, a fim de não turbar o raciocínio, a verdade de que São Paulo não se fez só: a inteligência, o trabalho e mesmo o capital dos demais brasileiros e dos imigrantes europeus ajudaram a erguer a sua economia.
Como a circunstância de José Serra é a que apontamos, temos a explicação para o desastrado pronunciamento que fez, diante da derrota. Faltou-lhe, naquele momento, a elegância que se espera dos grandes homens. Ele desdenhou o esforço feito – e reconhecido em todo o país – por Aécio, simplesmente ignorando-o. Agora, os mineiros se sentem outra vez afrontados.
Como Jânio, Serra falou em “forças terríveis”, anunciou, com suas metáforas, que continua candidato, falou em trincheiras, afirmou que o povo “não quis que fosse agora” e despediu-se com um “até breve”.
Alguns estão atribuindo a Aécio a derrota de Serra, embora o ex-governador de Minas tenha constrangido grande parte dos mineiros, ao solicitar votos a favor de quem os desdenhara, ao recusar a disputa democrática com Aécio junto às bases do PSDB. Aécio pode ter perdoado a Serra a aleivosia, mas os mineiros, não. E não se esqueça que Dilma nasceu em Belo Horizonte.
Espera-se que, passados os dias mais amargos do malogro eleitoral, José Serra recobrará a serenidade e entenderá que a sua biografia pode encerrar-se, sem nenhum desdouro, mesmo que não chegue à Presidência. Ele prestou assinalados serviços ao país, como líder estudantil, parlamentar e ministro da Saúde, e particularmente a São Paulo, como prefeito e governador, não obstante sua cumplicidade nas privatizações e na abertura do mercado financeiro. Para que volte a candidatar-se, é preciso que se dedique a conhecer realmente o Brasil. Conhecer não é visitar uma cidade ou outra, por algumas horas. É aceitar sua humanidade, ler os seus escritores, assimilar a fantástica sabedoria do povo, enfim, participar de seus sonhos, solidarizar-se e comover-se com seus sofrimentos – enfim, integrar-se em sua realidade.
Terminada a campanha, à vencedora cabe tomar a iniciativa de cicatrizar divergências sem a necessidade de compor interesses rasteiros por baixo de uma retórica elevada.
Se São Paulo se orgulha em destacar-se do Brasil pela sua pujança econômica, Minas integra o todo brasileiro com alegria e sem qualquer constrangimento. Minas é o centro-oeste na margem esquerda do São Francisco; é o Nordeste nas duas margens do Jequitinhonha e na fronteira setentrional com a Bahia; é quase atlântica na Zona da Mata e no baixo Rio Doce. O conflito é entre a parcela mais soberba das elites paulistas e o resto do país.
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

COMO É DIA DE FINADOS VAMOS FALAR DO SERRA.


Os tucanos paulistas estão culpando o Papa Bento XVI pela derrota do Serra. Dizem que ele e o Mick Jagger dão azar, são pé frio. Estão culpando tambem o Aecio Neves pela falta de empenho. Porem estão realmente putos é com os playboys e pats amazonenses que não se esforçaram devidamente na campanha. Estão prometendo proibir a entrada dos tucanos barés no aeroporto de Guarulhos. Estão chamando de cabeça chatas e nordestinos incompetentes. Afinal os tucanos agora mudaram o mapa do Brasil. De Minas Gerais e do Rio de Janeiro pra cima é nordeste. Dizem que esse povinho nordestino morto de fome que elegeu a Dilma. Por isso muito cuidado os barezinhos eleitores da corja paulista, evitem ir a São Paulo, eles querem matar nordestinos. E não adianta falar que aqui é norte. Cuidado corja.
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